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Mostrando postagens de 2019

Pássaros

Ah! Pássaros, belos pássaros! A liberdade que tens no céu, Seu majestoso vôo sobre o mar E, ainda mais bonito, o seu canto! Migram rumo ao Sul, em busca do sol. Leva consigo teu abrigo, teu ninho. Leva-me contigo aonde for o sol, Onde quer que ponha fim à esucridao. Ah! Pássaros, belos pássaros! Que cantam e, embora presos, Atrevem-se a voar por um segundo. A sua ousadia é cativante! Ao vê-los da janela, voando alto, Susurrei comigo mesmo: Leva-me contigo!

Alma Calma

Calma, tão calma, faz a alma reviver. Alma, ansiosa, faz a calma morrer. Em mim não há calma, nem alma. Ao pensar que minha alma está calma, Percebo que não há calma sem alma. Como se desvanece a alma sem que, Num só grito, perca-se a calma?! Oh lástima! Seria a prévia da morte? Será que na morte minha alma acalma? Meus olhos, serenos outrora, gritam. Castanhos eram, não mais são; descolorem. Meu olfato perturba minha paz, não há perfume. O meu tato se foi, como poderei sentir-te? Ouvi um grito de Socorro e corri assustado Numa tentativa inútil de ajudar a quem gritava. Pobre tolo! Não me apercebi: era o meu eco! E no fundo, eram gritos que ecoavam dentro de mim.